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segunda-feira, 6 de abril de 2009

como transcender a pós-modernidade?

Acabo de voltar de um retiro de fim de semana em Lenox, Massachusetts, com Andrew Cohen (foto), o guru americano da pós-pós-modernidade. Foi uma experiência fascinante, ainda tenho que digerir tantos conceitos revolucionários de quem está engajado em criar a consciência para uma nova era, que transcenda a pós-modernidade, esse período caracterizado pelo narcisismo, nihilismo, exacerbação do ego e separatividade. A visão de Andrew é fascinante, descreve o processo evolutivo da consciência como parte de um processo maior, cósmico, infinito, um impulso evolutivo primordial que se desenrola desde o Big Bang e prossegue no ato de criar a si mesmo por intermédio das nossas próprias consciências individuais. Seu ensinamento nos reposiciona diante do cosmos. Retira-nos do centro, porém mantém nossa importância essencial a todo o processo, porque o caminho da evolução se daria pela emergência de uma consciência coletiva, transpessoal, da qual somos veículos, e pela qual temos total responsabilidade. 
Registrei minhas impressões em outro blog, para iniciados e interessados em assuntos de consciência e evolução. Quem tiver interesse, pode ler na íntegra em para crescermos juntos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

aurora profana


Aurora Profana

A vista a estrada alcança, avança
Densa mata escura augura
Fé constrói, corrói, destrói
Em ti na longa ida pensa

Quando sobre a mata plana
Fugaz sentido em si levanta
Breve som primórdio ecoa
Lava, cria, faz constança

Visão, o vão sentido, embaça
Calor e dor a mão engana
Da rosa aroma desvanece
Nem cor, sabor, odor revela
A tua aurora profana

A roda gira, a alma dança
Temor ausente inspira a paz
A mente tenta sem lembrança
Final sem ti não há
À existência. 


Revirando manuscritos, encontrei essa poesia aí, que escrevi há um ano, logo antes de deixar Brasília. Como blogs também se prestam a essas coisas, resolvi compartilhá-la aqui. Espero que tenham gostado. 


quarta-feira, 16 de julho de 2008

meditações - I

Eu não sou nada nem ninguém.
Não resido aqui nem ali.
Não tenho memória nem conhecimento.
No mundo real, eu não estou.

Sou pó gerado na formação do cosmos.
Sou tudo o que há e sempre haverá, fora do tempo-espaço.
Eu estou, eu sou, eu vou.

Alinho-me à sede de todos os seres.
Sou galho e folhas enraizados na matriz do universo.

Sou o vinho e a cruz.
Sou o perdão e a luz.
Sou amor e sou fé.

(domingo, 15 de junho de 2008)